Regência e Primeiras Batalhas
Quando Alexandre atingiu dezesseis anos (c. 340 a.C.) a tutela de Aristóteles chegou ao fim. Filipe II partira para a guerra contra a cidade de Bizâncio e Alexandre ficou no cargo de regente (epitropos, 'guardião') do reino da Macedônia. Durante a ausência de Filipe, a tribo trácia dos medos se revoltara contra o domínio macedônio. Alexandre respondeu rapidamente, esmagou a insurreição dos trácios medos, expulsando-os de seu território, que foi colonizado com gregos e onde ele fundou uma cidade (ou colônia militar) chamada Alexandrópolis Médica. Abaixo, ilustração dos macedônios combatendo os trácios.

Após o retorno de Filipe da campanha contra Bizâncio, o rei enviou Alexandre com uma pequena força para subjugar revoltas no sul da Trácia. Em outra campanha contra a cidade grega de Perinto, foi registrado que Alexandre salvou a vida de seu pai. Enquanto isso, a cidade de Anfissa começou a trabalhar as terras que eram consagradas do deus Apolo perto de Delfos, um sacrilégio que deu início a Quarta Guerra Sagrada onde as cidades da Anfictionia (liga religiosa) de Delfos lutariam para punir Anfissa. Essa era uma oportunidade para Filipe II continuar a intervir nos assuntos da Grécia, já que o comando do exército da Anfictionia lhe fora confiado. Ainda ocupado na Trácia, Filipe ordenou Alexandre iniciar os preparativos reunindo um exército para a campanha na Grécia. Preocupados com a possibilidade de outros estados gregos intervirem, Alexandre fez parecer como se ele estivesse se preparando para atacar as tribos da Ilíria. Durante essa circunstância, os ilírios aproveitaram a oportunidade para invadir a Macedônia, mas Alexandre expulsou os invasores. Abaixo, o templo de Apolo em Delfos.

Filipe juntou-se a Alexandre com seu exército em 338 e marchou para o sul através das Termópilas, a qual conquistou após uma obstinada resistência de uma guarnição de Tebas. Os macedônios ocuparam a cidade de Elateia, a poucos dias de marcha de Atenas e Tebas. Enquanto isso, os atenienses, liderados por Demóstenes, votaram por procurar uma aliança com Tebas na guerra contra a Macedônia. Atenas e Filipe enviaram embaixadas para tentar ganhar o favor de Tebas, que teoricamente era aliada da Macedônia. Violando seu tratado, Tebas uniu-se a Atenas e ficou do lado de Anfissa. Filipe marchou sobre Anfissa, capturou os mercenários enviados para lá por Demóstenes, e aceitou a rendição da cidade. Filipe voltou para Elateia e enviou uma oferta final de paz para Atenas e Tebas, que foi rejeitada. Como Filipe marchou para o sul, ele foi bloqueado perto da cidade de Queroneia, na Beócia, pelas forças de Atenas e Tebas. Abaixo, disposição da Batalha de Queroneia.
Durante a Batalha de Queroneia (338 a.C.), Filipe dirigiu a ala direita do exército e Alexandre, a esquerda acompanhado por um grupo de generais de confiança de Filipe. Segundo as fontes antigas, os dois lados lutaram amargamente por um longo tempo. Filipe quebrou a linha de defesa dos hoplitas atenienses e à esquerda, Alexandre foi o primeiro a quebrar as linhas de Tebas, seguido pelos generais de Filipe. Tendo conseguido uma brecha nas fileiras do inimigo, Filipe ordenou às suas tropas que avançassem rapidamente. Com a derrota dos atenienses, os tebanos ficaram lutando sozinhos, cercados pelo inimigo vitorioso, e por fim foram esmagados. Abaixo, estátua de Alexandre que fazia parte de um monumento de Filipe II comemorativo da vitória macedônica na Batalha de Queroneia.
Após a vitória em Queroneia, Filipe e Alexandre marcharam sem oposição para dentro do Peloponeso saudados por todas as cidades, no entanto, quando chegaram a Esparta, que recusara saudá-los, eles simplesmente a deixaram. Em Corinto, Filipe estabeleceu uma Aliança Helênica entre as cidades gregas, com exceção de Esparta, modelada na antiga aliança antipersa das Guerras Greco-Persas (499 – 449 a.C.). Filipe foi então nomeado hegemon (muitas vezes traduzido como "comandante supremo") desta aliança (conhecida pelos historiadores modernos como a Liga de Corinto). Em seguida, ele anunciou seus planos para uma guerra de vingança contra o Império Persa, a qual ele iria comandar.

Sucessão à deriva





Alexandre e sua mãe foram exilados da Macedônia e foram para Dodona, capital do Épiro, onde reinava Alexandre I, o irmão de Olímpia. Alexandre foi para a Ilíria onde foi tratado como um convidado pelos ilírios, apesar de os ter derrotado em batalha alguns anos antes. Após seis meses no exílio Alexandre voltou para a Macedônia devido aos esforços de um amigo da família, Demarato de Corinto, que mediou entre as duas partes. No ano seguinte, Pixodaro, o sátrapa persa da Cária, ofereceu a mão de sua filha mais velha ao meio-irmão de Alexandre, Filipe Arrideu. Abaixo, camafeu de ônix do 3º século a.C. retratando Alexandre e sua mãe.
Olímpia e vários amigos de Alexandre sugeriram a ele que este movimento mostrava que Filipe destinava fazer Arrideu seu sucessor. Alexandre reagiu enviando um ator, Tessalo de Corinto, para dizer Pixodaro que ele não devia oferecer a mão de sua filha a um filho ilegítimo, mas sim a Alexandre. Quando Filipe soube disso, ele repreendeu a Alexandre por querer se casar com a filha de um persa. Filipe exilou os amigos de Alexandre, Hárpalo, Nearco, Ptolomeu e Erígio e prendeu a Tessalo. Abaixo, Alexandre (Colin Farrell) e dois de seus companheiros Cassandro (Jonathan Rhys Meyers) e Heféstion (Jaded Leto) em Alexandre.


REFERÊNCIAS:
http://en.wikipedia.org/wiki/Alexandropolis_Maedica
http://en.wikipedia.org/wiki/Alexander_the_Great
http://www.livius.org/cg-cm/chaeronea/battle.html
http://www.livius.org/aj-al/alexander/alexander01.html
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